segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Natal



Feliz Natal!

Estou participando da collab (quando vários artistas fazem trabalhos sobre o mesmo tema) de fim de ano organizada pela Peace, a XmasXtravaganza. Fiz estes dois trabalhos especialmente para isso. Acima, um poro feliz levando poritos de presente. 

Abaixo, a Monique na infância e seus amigos comemoram Yule, tradição pagã anterior ao Natal, da qual muitos elementos do natal que temos atualmente foram adotados (como a árvore enfeitada, por exemplo). Monique é minha personagem de Lune, história que vocês podem ler o prólogo ali em "quadrinhos".



Para todas as pessoas de todos os credos, religiões e costumes, 
desejo boas festas de fim de ano, muita paz e prosperidade! 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Riot e as personagens femininas

Como vocês todos já devem saber, eu jogo League of Legends (ou LoL, pros íntimos). Recentemente, eles anunciaram uma nova campeã. E eu estou morrendo de amores por ela!

Meu gosto duvidoso aparte, vamos falar de identificação e representação. Quem joga há mais tempo sabe que a maioria das campeãs são peitudas e gostosas, sempre maquiadas e penteadas, mesmo quando giram feito um liquidificador (falei da Katarina mesmo, me julguem). Salvo a Annie, que é criança, todas as outras campeãs carregavam o perfil de beleza e sensualidade. Você pode mencionar a Kayle, que usa armadura completa, mas uma armadura de verdade não teria curvas ressaltando o formato do corpo. Sério, pode pesquisar. Eu espero.

Parece que a Riot percebeu que há muitas mulheres jogando LoL. E, como a empresa carismática que é, percebeu também a necessidade de criar laços de identificação com esse público. Não são todas as mulheres que se vêem representadas por personagens voluptuosas e sensuais. E, mesmo as que se identificam (sim, eu amo a Miss Fortune), não se sentem assim o tempo todo, e essa não é sua única faceta. Ao lançar a Jinx, a psicopata com corpo bem magrinho, sem aquelas curvas sinuosas e exageradas, podemos notar um passo da empresa no sentido de cativar as meninas. E deu muito certo. Jinx é hoje uma das personagens mais populares do jogo (e excelente pedida nas ranqueadas, essa linda). Recentemente, fomos apresentados a Kalista - uma entidade sombria, torta, de rosto anguloso e nada simpática. Parece comigo quando acordo de mau humor. Seu foco não é o apelo sexual (embora eu não julgue quem a achar atraente, cada um na sua), mas toda a história por trás, de traição e vingança. E agora tivemos o anúncio da Rek'Sai (seguido por piadinhas de Rek'Entra e Rek'Sona), uma monstra de Shurima. Isso mesmo, uma fera, besta, um bicho grande e assustador. E fêmea. Porque, se você olhar para trás, todos os monstros são machos (Mas acho que o Cho Gath leva um jeitinho, hein - brincadeira)... Eu queria registrar minha empolgação com essa campeã que não tem peitos nem olhos... enfim, com essa monstra charmosamente assustadora, que vai tocar o terror na jungle e que eu vou fazer questão de comprar no lançamento.
Porque ela me representa. Porque eu me identifico. Porque ela é igualzinha a mim quando to com fome.
Valeu, Riot, por dar mais espaço para as personagens femininas e, indiretamente, para as jogadoras também. Foi, em grande parte, jogada comercial e se tornaria inevitável. Mas foi uma jogada certa. Conquistaram ainda mais o meu carinho.


Na foto, uma Rek'Sai bem alimentada antes de ser invocada pro Rift. Fofa, não?